Mirela Visnadi

Delta Supermercados chega à Americana e Alexandre Ferrato conta ao JA o que o público pode esperar

Alexandre Ferrato é presidente da Delta Supermercados. No dia 2 de fevereiro, o prefeito Chico Sardelli (PV) anunciou que a rede estabelecerá uma nova unidade em Americana, localizada na Avenida do Compositor. Ao JA, Ferrato contou um pouco da história da empresa, seu modo de operação e a chegada em Americana. 

JA: A rede Delta completa em 2024 quarenta anos de fundação. Como é a história da rede?

A gente começou em um bairro popular em Piracicaba. Meu pai que começou. Eu tinha quinze anos. Fui pegando gosto pelo negócio, assumindo a operação e, com o tempo, aposentando o meu pai e assumindo os negócios, até porque sou caçula de sete filhos, meu pai já tinha uma certa idade e fui pegando o gosto. Eu administro a rede. Minha esposa sempre me ajudou, mas agora meu filho se formou e já está com a gente há praticamente oito anos, me ajudando em uma parte da administração da empresa.

Tenho formação da vida. Comecei a faculdade, mas na época em que comecei a faculdade tinha uma loja de supermercados e depois, ao mesmo tempo, montei um negócio de distribuição de bananas no CEASA de Piracicaba. Tocava a distribuição de bananas e o supermercado, mas ficou muito pesado porque eu tinha que viajar, buscar bananas, e aí resolvi trancar a faculdade e acabei não voltando. Era Administração de Empresas, fiquei um ano e acabei parando.

JA: Atualmente vocês têm doze lojas no interior paulista. Como é o modo de operação da rede e a busca pela expansão dela?

São oportunidades diárias que surgem e a gente analisa. Nós não temos um plano estratégico, mas sim um raio de 100 km por conta da logística. Fora isso, a gente olha a região, acabam surgindo oportunidades, a gente gosta da área e acaba fazendo. Hoje tem muitos corretores, o pessoal vive oferecendo áreas e a gente vive analisando.

Nós temos três centros de distribuição, um de produtos secos (não é tudo que passa por lá, mas 50% da empresa acaba passando por lá, mais os produtos hortifruti), uma central de carnes (tenho um entreposto também em Piracicaba onde desosso as carnes, embalo e mando para as lojas, já que a gente quer um produto mais fresco) e uma fábrica de panificação (toda a minha panificação também é centralizada e também distribuo semanalmente para as lojas, do pão francês aos produtos de confeitaria, pizza congelada, pão de queijo, pão de alho e uma gama grande de produtos de pizzaria).

A ideia foi melhorar o padrão das lojas, ter um controle maior de matérias-primas. Quando você concentra a produção, você tem um controle maior de matéria-prima, qualidade, produto, receita e facilita um pouco na operação da loja. Não é preciso ter tanta gente especializada em diversos lugares. Acabo concentrando a mão de obra.

JA: Por que a escolha para ter uma loja também em Americana?

Americana é uma cidade que já tem bastante supermercado. Eu conheço todo mundo aí, sei do potencial de todos. Até quando me ofereceram a área, em um primeiro momento nem pensei em ver. Pensei: Americana não deve caber mais nada. Mas aí quem me ofereceu disse: venha dar uma olhada, é uma avenida nova, um lugar diferente, um lugar que acho que cabe. Fui ver a área e realmente é uma avenida que foi asfaltada recentemente e a gente vê que é um bairro que tem uma certa população, em que a oferta de varejo não é muito grande. Então fiz uma pesquisa e a gente entendeu que caberia mais uma loja aí.

JA: Em termos de investimento, é possível falar em valores?

A gente tem um padrão, uma área de vendas em torno de 2.200 m², então esse último padrão nosso é um investimento em que terreno, construção, equipamento… Na verdade, a gente tem parceiros. A questão do terreno e a obra eu procuro investidores. O Delta foca mais na parte dos equipamentos e da infraestrutura da própria loja. Mas o investimento total é na faixa de R$30 milhões.

JA: Quais são os diferenciais do Delta?

A gente tenta oferecer um mix um pouco diferente. Nós temos bastante coisa importada, itens de qualidade interessante, com preços interessantes. Você vai ter um macarrão diferente, uma batata diferente, sem tentar sofisticar demais, para que caiba no bolso de qualquer consumidor, mas com itens que ofereçam um diferencial. Nós trabalhamos, como mencionei, com a nossa padaria, boa centralização, com carnes que procuramos (através da centralização) ter o maior frescor possível. Também fazemos algumas coisas temperadas, como linguiça, espetos, bifes.

JA: Quantos empregos serão gerados?

De 150 a 180, normalmente. Vai depender do que a gente vai conseguir realizar em termos de vendas, mas sempre começamos com esse número e depois vamos dando uma adequada.

JA: A partir de qual momento as pessoas interessadas em trabalhar com vocês podem mandar currículos?

Esse é um desafio de lojas novas. Tenho que falar para o meu time de RH uma data, para que eles comecem a planejar. Começa um processo basicamente quatro meses antes da inauguração. A gente terá um processo seletivo online, em que disponibilizamos as vagas (de açougueiro, operador de caixa, operador de loja, fiscal de lojas, etc) e em cada vaga estão discriminadas as atribuições e os candidatos se inscrevem, preenchem os dados, fazem alguns testes na própria plataforma e depois são chamados para uma entrevista online, vamos afunilando e no final temos uma ou duas entrevistas pessoais.

A gente está na fase de atualização de projeto, de fechamento de infraestrutura pesada. Enquanto eu não começar a obra, não consigo ter a ideia do momento certo. Provavelmente será em junho ou julho, ou um pouco para a frente. Vai depender do que eu conseguir nesse segundo trimestre.

JA: Qual a previsão para a inauguração do Delta?

A gente colocou a previsão para outubro mais ou menos como objetivo, mas dependo ainda de alguns parceiros para começar, já que o maior desafio é começar a parte pesada. Depois as outras coisas vão encaixando. Eu que toco a obra, com o dinheiro do investidor administramos, atendemos parceiros. A gente sabe que uma obra dessa é de oito a nove meses, no máximo.

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