Estabelecimento funcionava sem licença sanitária; cinco idosos foram resgatados e encaminhados para atendimento médico, enquanto responsável foi levada à delegacia

Uma operação conjunta realizada na tarde desta terça-feira (28) resultou na interdição, pela segunda vez, de uma casa de repouso clandestina em Americana. O imóvel, que funcionava sem licença sanitária, foi fechado após equipes de fiscalização encontrarem cinco idosos vivendo em condições consideradas inadequadas de higiene, segurança e habitabilidade, com indícios de risco à saúde.
A ação foi desencadeada após uma denúncia e reuniu profissionais da Vigilância Sanitária, da Guarda Municipal de Americana (GAMA), da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos e do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).
Durante a vistoria, os fiscais constataram que o local não possuía prontuários médicos, prescrições, registros de acompanhamento de saúde ou documentos capazes de identificar os idosos acolhidos. Segundo a Prefeitura, a ausência desses documentos dificultou o levantamento da situação clínica e da origem dos moradores.
Outro problema identificado foi a falta de condições sanitárias adequadas. O imóvel apresentava forte odor de fezes de animais e abrigava mais de 20 gatos da raça persa, incluindo filhotes recém-nascidos, além de dois cães. O Centro de Controle de Zoonoses realizou a avaliação dos animais e adotou as providências cabíveis.
Após o resgate, os cinco idosos foram encaminhados à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Dona Rosa, onde passaram por avaliação médica. Eles permanecem sob acompanhamento das equipes de saúde e assistência social até que seus familiares sejam localizados e as medidas necessárias sejam adotadas.
Ainda conforme a administração municipal, a responsável pelo imóvel compareceu durante a fiscalização, mas teria apresentado comportamento exaltado e se recusado a fornecer informações detalhadas sobre os idosos. Ela apenas indicou contatos de possíveis familiares, sem apresentar qualquer documentação que comprovasse a regularidade do funcionamento da instituição ou a situação dos moradores.
Diante da ocorrência, a mulher foi conduzida à delegacia para prestar esclarecimentos. Até o fechamento desta reportagem, não havia confirmação sobre eventual prisão ou adoção de outras medidas judiciais.
A Prefeitura informou que esta é a segunda vez que o estabelecimento é interditado por funcionar de forma irregular, reforçando a necessidade de denúncias da população para coibir o funcionamento de instituições clandestinas que colocam em risco a integridade e a saúde de pessoas idosas.





