
Desde o momento em que o teste dá positivo, nasce também uma cobrança invisível. A sociedade espera que a mãe seja multitarefa, paciente, amorosa, produtiva e que esteja sempre disponível, com um sorriso no rosto. Quando na realidade também é feita de cansaço, dúvidas e limite humano, nesse momento bate à porta, a culpa, que entra sem pedir licença.
A culpa materna é silenciosa e se manifesta nos pequenos detalhes:
- A culpa pelo tempo: Por trabalhar demais ou por querer um tempo sozinha;
- A culpa pela comparação: Por achar que o filho da vizinha come melhor ou dorme mais;
- A culpa pelo erro: Por ter perdido a paciência após uma noite mal dormida ou por não ter dado conta também da louça acumulada.
Não existe mãe perfeita, existe mãe real. A maternidade não deveria ser um fardo de renúncias, mas uma jornada de aprendizado mútuo. Quando uma mãe se acolhe e é acolhida, aceita que errar faz parte do processo, ela ensina ao filho algo muito mais valioso do que a perfeição: a humanidade.
Educar é um ato de coragem, e a maior prova de amor que uma mãe pode dar a si mesma é substituir a culpa pela autoempatia. Menos cobrança, mais afeto — inclusive com ela mesma.
A maternidade real é feita de acertos, erros e muita entrega. Reconheça que você está fazendo o seu melhor, e este é composto por acertos e erros, e tudo bem.
Admire-se por dar conta de tudo, ache tempo para se olhar no espelho, para dormir, comer e tomar um banho demorado, pois você precisa e merece.
À todas as mulheres que decidiram amar uma vida além da própria, desdobrando-se sem a opção de desistir, PARABÉNS!
Que Deus abençoe cada uma, com o mesmo amor que entregam todos os dias.
Sara Sales, Psicóloga.
Geriatria & Gerontologia
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